
A Rádio necessita de programas de autor que levem ao ouvinte o interesse pela audição deste meio que é primordial e que serve muitas vezes de balão de ensaio para os restantes meio de comunicação social funcionarem de uma forma mais sólida e eficaz.
A título de exemplo quem não se lembra, nos anos 80 da autêntica Rádio Comercial comandada por um homem visionário chamado João David Nunes, de programas que serviram de trampolim para serem visualizados noutros meios de comunicação, nomeadamente, na televisão, casos de programas de Herman José, Júlio Isidro, Carlos Cruz, entre outros,"A Flor do Éter", "Re-béu-béu Pardais ao Ninho" e "Água Mole em Pedra Dura Entra Muda e Sai Calada" de Herman e companhia, "Pão Comanteiga" e "Duplex", de Carlos Cruz e sua equipa, "Som da Frente" do saudoso António Sérgio, "Rock em Stock" do Luís Filipe 'Berros', "As Noites Longas do FM Estéreo" do António Santos, "Café Concerto" de Maria José Mauparrin, "Morrison Hotel" ou "Pretérito Quase Perfeito" do Rui Morrison, o "Em órbita", grandes programas de bons profissionais da rádio como Jaime Fernandes, José Duarte, Aníbal Cabrita, António Macedo, José Ramos, José Nuno Martins, Miguel Quintão e mais recentemente Luís Montez e as suas Rádios Amália, Radar, Oxigénio, Marginal..., e o Fernando Alvim - grandes senhores e senhoras da Rádio que vão sempre ficar no nosso imaginário.
Com as plataformas e os meios tecnológicos disponíveis actualmente, a Rádio tem que ser restaurada e humanizada com profissionais excelentes e criativos que nos transportem nas ondas o prazer renovado dos belos Dias da Rádio.
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